Após 34 dias de greve, os ESTUDANTES do Movimento #ReageUFMAImperatriz ocuparam a Direção do CCSST campus Centro. A ocupação é uma resposta a toda a intransigência e autoritarismo da administração superior da UFMA, que se nega a sentar com representantes do movimento para negociar a pauta de reivindicações.
Somente na semana passada, duas reuniões entre uma suposta comitiva de representantes da administração superior da UFMA divulgadas até mesmo pela direção de centro, em rede de televisão, não aconteceram, sem que ao menos fossem dadas justificativas aos estudantes, o que gerou mais revolta e indignação por parte de centenas de estudantes. A paciência acabou.
Todas as salas administrativas foram lacradas, documentos foram levados pela diretoria e as chaves das salas permaneceram em seu devido local - a ocupação se deu de maneira pacifica e ordeira.
Lamentamos profundamente que alguns estudantes ainda não tenham a compreensão da importância e a dimensão do que representa essa greve para o movimento estudantil de Imperatriz, e se prestaram agir de maneira desrespeitosa ao rasgar nossos cartazes. Não coadunamos com esse tipo de prática dentro do movimento #ReageUFMA. Estamos a todos esses dias de greve e nenhuma ação do tipo (vandalismo, provocações, etc) foram registradas. Ainda temos informações que dão conta de um registro de Boletim de Ocorrência por parte desses estudantes que são contra o movimento. Lamentamos não ver tal disposição para lutar por uma universidade de qualidade.
Todxs estudamos em uma Universidade de faz de conta, onde a Assistência Estudantil nos é negada, a estrutura física do prédio já foi condenada pelos bombeiros, falta acessibilidade nos campi, internet de qualidade, uma biblioteca decente, além da falta de professores, problemas comuns a todos os cursos e que esses sim, atrasam a formação dos estudantes.
É importante deixar claro que não estamos brincando de fazer Greve e/ou ocupar a diretoria do Campus. Historicamente, a greve é um instrumento legítimo de manifestação, que chegou a ser proibido nos tempos da ditadura militar. Greves e ocupações são utilizadas pelo movimento, pois a chance de se conquistar vitórias e avanços na qualidade do ensino da educação pública se reduzem se feitas de modo isolado e sem ação direta.
A reitoria já conhece nossas reivindicações, tem clareza da força do movimento mas se restringe a tentar nos ignorar.
Prezamos pelo fortalecimento do movimento #ReageUFMA e que o mesmo deva sempre prezar pelo coletivo, organizado para enfrentar uma administração superior que se nega a ouvir nossas reivindicações.
Nos manteremos na luta até que a administração superior desta Universidade nos respeite e sente pra dialogar com o movimento. Temos demandas urgentes e nossas energias estão canalizadas para resistir até o fim


