sexta-feira, 9 de maio de 2014

Cadeirante diz ser impedido de usar elevador na UFMA de Imperatriz

O cadeirante Evandro Santos, de 28 anos, aluno do curso de Ciências Humanas da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), disse que está sendo impedido pela direção do Campus Centro, em Imperatriz, de usar o elevador do prédio em que estuda.
A informação foi enviada ao VC no G1 pelo estudante Paulo Henrique Sousa. Ele acredita que o motivo do impedimento seja a participação do cadeirante no comando da greve por melhores condições de ensino e estrutura, promovida por alunos dos cursos de comunicação social, biblioteconomia e ciências humanas, em Imperatriz, desde o fim do mês de abril.
"O nosso querido estudante Evandro Fernandes, aluno da Universidade Federal do Maranhão, teve seu direito de ir e vir interrompido pela universidade pelo fato de ser um dos grevistas", escreve Paulo.
Depoimento
Os estudantes fizeram um vídeo no qual Evandro faz um depoimento sobre o assunto e mostram o sufoco que é carregá-lo pelas escadas até o corredor onde ficam as salas de aula (veja o vídeo acima).
"Meu nome é Evandro Fernandes, eu tô na frente do Comando de Greve na UFMA e eu fui procurar agora a chave do elevador que eu utilizo aqui no Campus Centro e, lá na reitoria, a direção informou que eu não podia mais usar o elevador a não ser com um requerimento, com um ofício especial pra eu pegar a chave", conta o cadeirante.
Segundo Evandro, a administração do prédio se nega a liberar as chaves do elevador sem a apresentação de um requerimento ou ofício.
"Tá aqui. Eu preciso da chave, mas não me deram a chave porque precisa de uma documentação toda. Agora eu vou ter que subir lá em cima sem o elevador. Vou subir pelas escadas porque a direção não me dá a chave. A galera vai filmar agora a gente subindo em cima lá. Vamo lá, galera. Ajuda aqui", pede o estudante.
Após três lances de escada, Evandro chega ao corredor com a ajuda dos colegas e continua o depoimento. "Eu poderia ter subido pelo elevador. Mas, mais uma vez, a direção não me dá a chave, a não ser com um documento oficial. Eu sempre tive acesso à chave, mas agora, depois da paralisação, eles estão tirando o meu direito de ir e vir", reclama.
Nota da redação: O G1 entrou em contato com a assessoria de comunicação do Campus de Imperatriz, mas as ligações não foram atendidas. Já a assessoria do Campus de São Luís disse que está sabendo da denúncia, mas explicou que o assuto não é de competência do Campus de São Luís, esclarecendo que todos os prédio da universidade, na capital maranhense, têm acessibilidade garantida por meio de rampas.

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