terça-feira, 14 de julho de 2015

Sobre a resolução 161/Consad

Professor Zartu Giglio 
Departamento de Educação Física/Campus São Luís*

trabalhador tendo que carregar nas costas o peso da crise dos governosEm relação à Resolução 161/CONSAD, creio que seja mais adequado oportunizar à comunidade acadêmica (docentes, especialmente) sua rediscussão. Nela, há distorções que merecem ser corrigidas. Sabemos que o processo  que a criou foi aberto, mas, não esgotou todas as possibilidades de discussão. Aliás, ao não ter sido incluído no processo fóruns mais abertos, onde teria sido possível acolher propostas mais alinhadas com o pensamento da maioria e, mesmo reconhecendo a legitimidade dos fóruns deliberativos que a aprovaram, nem sempre os "representantes" (membros dos conselhos) votam conforme o pensamento dos representados, mas, por vezes, e isso já é uma tradição na UFMA, acompanham a votação segundo interesses que ignoram as "bases" das unidades acadêmicas. Ou seja, ainda não há qualquer dispositivo que imponha ao representante de todos os colegiados, de votarem conforme decisões dos setores que representam. 

A meu ver, essa é uma questão ética, mas, nem todos se pautam por ela. A ética também é uma questão de consciência, de moral e um ato político. Aqueles que a tem como um princípio fazem jus ao seu papel de representante de um coletivo, mesmo que, ao votar como representante, tenha suas ideias contrariadas. Sabem, portanto, que sua autonomia é relativa, na medida em que, sobre determinados pontos de pauta, não decide por si, mas, pelo que foi delegado a representar. Ou seja, o pensamento da maioria. Enfim, este não é um monólogo retórico, mas, a expressão de um pensamento que deveria ser a norma para a redenção daqueles que se frustram, por defenderem um processo aberto e democrático em relação a tudo que afete os rumos da "nossa" universidade, que é Pública e um patrimônio da sociedade maranhense. Não importa quem vença ou perca, aliás, não se trata de um jogo, mas,  de um processo dinâmico que, devido à essa mesma natureza, dinâmica, assim como entendemos que a própria ciência se caracteriza, requer que seja questionada. Não se trata de apenas um metáfora, mas, de uma necessidade de se rever os parâmetros de uma resolução que não contempla à todas as formas de produção acadêmica, que valoriza a produtividade sem discutir o que vem a ser o próprio conceito de produtividade. Hoje a pauta é esta, amanhã será outra, mas, o processo, o mesmo!  Essa não é a universidade que acreditamos, almejamos ou defendemos.

*Texto enviado à Pró-Reitoria de Ensino/UFMA.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

GREVE, ESPAÇO DE FORMAÇÃO E DISCUSSÃO



Todos os professores e alunos que estão diretamente ligados ao movimento grevista têm a consciência de que greve é uma oportunidade de debater temas importantes para a sociedade, e que muitos deles ficam em segundo plano dentro da universidade, por isso a importância da programação cultural e de debates realizadas até agora, com o objetivo de deixar a UFMA ocupada e com olhares críticos sobre a realidade da educação superior.

 Atividades como a “Noite dos Tambores: valorização da herança cultura africana e combate ao preconceito religioso” foi um bom pontapé naquilo que propõem os professores durante a greve. Na segunda(22) foi a vez de debater a questão de raça com a palestra promovida pela professora Dra. Marileia Santos que teve a presença da fundadora, professora Izaura Silva, do Núcleo de Cultura Negra-CCN em Imperatriz relatando a história do movimento na cidade. No segundo dia de atividade foi realizado a Oficina "Projeto Zine Experiência: confecção de cartazes"; coordenação: Profa. Me. Yara Medeiros (curso de Jornalismo), fruto dessa oficina pode ser visto pelas paredes da UFMA. Com um caráter conscientizador, os cartazes produzidos fazem refletir sobre a importância da greve e a necessidade de quebrar o ar pesado que tem a UFMA, o ar de uma instituição privada onde são cerceados as representações artísticas e tudo aquilo que foge ao controle administrativo. No mesmo dia a noite, rolou som com a apresentação de imagens num telão e música ao violão, prestigiados por alunos e professores que se concentravam na área de vivencia, sempre como o microfone aberto às intervenções como fez o prof. Me Manoelzinho do curso de LCH.

Nessa quarta a programação continua, para mais informações acesse a página do #OCUPAUFMAno facebook (link aqui) com fotos e comentários sobre os eventos, e acompanhe aqui no blog na coluna ao lada a agenda.
 
OFICINA ZINE

NOITE DOS TAMBORES

SEMANA DE MUITO DEBATE SOBRE A GREVE DA UFMA



votação dos alunos de engenharia de alimentos da ufma aprovando o apoio a greveA semana iniciou com muitas reuniões e discussões sobre a paralisação das atividades como forma da UFMA se integrar à mobilização nacional que pela falta de dialogo com o governo e os cortes nas verbas para a educação superior decidiram entrar em greve. Hoje 35 universidades já pararam e outros discutem na base para o processo de adesão.
 
Na segunda (22), alunos do curso de engenharia de alimentos realizaram uma assembleia do curso e decidiram apoiar a greve dos professores e paralisaram as atividades, a ação é também pra fortalecer os professores substitutos e em estágio probatório que estão sofrendo assédio moral com ameaças de abertura de processos administrativos ou de não renovação de contratos posteriormente.

informes sobre o direito de greve mesmo em estágio probatório ou situação de contrato
A noite foi a vez de uma reunião jurídica entre os professores em situação de contrato (substituto) e em estágio probatório tirarem as dúvidas sobre a legalidade e as consequência deles aderirem ao movimento grevista, para sanar as dúvidas, compareceram dois advogados do sindicato dos trabalhadores na educação que tiraram todas as duvido além de reforçar a importância da adesão de todos para fortalecimento da greve.

Advogados colocados a disposição para defender professores me possiveis processos administrativos pelo fato de estarem em greveNa conversa com os advogados os professores relataram as ameaças vindas da reitoria e da administração da UFMA acerca de possíveis processos e não renovação de contratos pela participação na greve, a coerção pode ser tratada como assédio moral por parte dos subordinados da reitoria que tentam a todo custo desmobilizar a categoria para defender o governo, apesar dos pesados cortes que vem acontecendo e que prejudica a gestão do ensino superior na UFMA.

Após a reunião, alguns professores se integraram na comissão de comando de greve e saíram com a tranquilidade de que o momento tem advogados com experiência e disposição pra agir em qualquer processo que caracterize como perseguição àqueles que aderiram ao movimento grevista.

Reuniões continuaram a acontecer para esclarecimento de todos os pontos de pauta que levaram ao inicio da greve em âmbito nacional da educação superior.

domingo, 21 de junho de 2015

PALESTRA: HISTÓRIA DO MOVIMENTO NEGRO EM IMPERATRIZ

Palestra sobre a História do movimento negro em ImperatrizUFMA realiza palestra sobre a história do movimento negro em Imperatriz


Os desafios e lutas do movimento negro em Imperatriz serão detalhados nesta segunda-feira, dia 22 de junho, a partir das 19h45, na palestra da professora Izaura Silva, do Centro de Cultura Negra Negro Cosme. A atividade ocorrerá na UFMA Centro e será coordenada pela professora Mariléia Santos Cruz da Silva, do curso de Pedagogia. A iniciativa integra a mobilização dos professores, técnicos administrativos e estudantes em greve. O objetivo é aproximar a universidade de todos os movimentos sociais.