Professor Zartu Giglio
Departamento de Educação Física/Campus São Luís*
Em relação à Resolução 161/CONSAD, creio que seja mais adequado oportunizar à comunidade acadêmica (docentes, especialmente) sua rediscussão. Nela, há distorções que merecem ser corrigidas. Sabemos que o processo que a criou foi aberto, mas, não esgotou todas as possibilidades de discussão. Aliás, ao não ter sido incluído no processo fóruns mais abertos, onde teria sido possível acolher propostas mais alinhadas com o pensamento da maioria e, mesmo reconhecendo a legitimidade dos fóruns deliberativos que a aprovaram, nem sempre os "representantes" (membros dos conselhos) votam conforme o pensamento dos representados, mas, por vezes, e isso já é uma tradição na UFMA, acompanham a votação segundo interesses que ignoram as "bases" das unidades acadêmicas. Ou seja, ainda não há qualquer dispositivo que imponha ao representante de todos os colegiados, de votarem conforme decisões dos setores que representam.
A meu ver, essa é uma questão ética, mas, nem todos se pautam por ela. A ética também é uma questão de consciência, de moral e um ato político. Aqueles que a tem como um princípio fazem jus ao seu papel de representante de um coletivo, mesmo que, ao votar como representante, tenha suas ideias contrariadas. Sabem, portanto, que sua autonomia é relativa, na medida em que, sobre determinados pontos de pauta, não decide por si, mas, pelo que foi delegado a representar. Ou seja, o pensamento da maioria. Enfim, este não é um monólogo retórico, mas, a expressão de um pensamento que deveria ser a norma para a redenção daqueles que se frustram, por defenderem um processo aberto e democrático em relação a tudo que afete os rumos da "nossa" universidade, que é Pública e um patrimônio da sociedade maranhense. Não importa quem vença ou perca, aliás, não se trata de um jogo, mas, de um processo dinâmico que, devido à essa mesma natureza, dinâmica, assim como entendemos que a própria ciência se caracteriza, requer que seja questionada. Não se trata de apenas um metáfora, mas, de uma necessidade de se rever os parâmetros de uma resolução que não contempla à todas as formas de produção acadêmica, que valoriza a produtividade sem discutir o que vem a ser o próprio conceito de produtividade. Hoje a pauta é esta, amanhã será outra, mas, o processo, o mesmo! Essa não é a universidade que acreditamos, almejamos ou defendemos.
*Texto enviado à Pró-Reitoria de Ensino/UFMA.
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