

Os acadêmicos de 6 cursos (Comunicação Social – Jornalismo, Enfermagem, Engenharia de Alimentos, Pedagogia, Licenciatura em Ciências Humanas (LCH) e Naturais (LCN) iniciaram a greve no Campus Avançado (Bom Jesus) no dia 8 de abril com manifestações, ocupação do campus, atividades culturais e, posteriormente no Campus Centro, uma vez que as reivindicações de ambos são uníssonas.
As problemáticas como a falta de professores no
quadro dos cursos, a não conclusão da perfuração dos poços para que seja feita
o abastecimento eficaz de água nos campi, a precariedade das estruturas física
das unidades, os laboratórios sem capacidade para serem utilizados, a demora na
instalação do Restaurante Universitário e/ou subsídio de 70% da alimentação, a
demora para construção da Casa do Estudante como também a insuficiência de
bolsas para quantidades de alunos, são os reais motivos que colocam em risco a
qualidade do ensino público e por não serem atendidos resultou na deflagração
da greve.
Após várias reuniões desmarcadas pela
administração da UFMA, foi realizada, no dia 15 de maio, uma reunião da
comissão enviada pela reitoria apenas com professores e coordenadores – o que
causou estranhamento, pois o movimento estava sendo realizado pelos acadêmicos.
No mesmo dia, os estudantes foram
surpreendidos com a chegada de oficiais de justiça trazendo mandados de
reintegração de posse dos dois campi: a UFMA recorreu à Justiça Federal para
obrigar os alunos a desocuparem a universidade. Uma ação tida como extremamente
autoritária mediante a falta de qualquer diálogo ou contato da reitoria com os
grevistas.
No dia 16 de maio, após a desocupação,
realizada pacificamente e antes do prazo estipulado, a comissão (composta pelo Procurador
da UFMA, José Rinaldo; o Assessor de Planejamento Acadêmico, João de Deus; o Prefeito
de campus, Guilherme de Abreu; a Pró-Reitora de Assuntos Educacionais,
Cinidalva Texeira e a Assessora de Comunicação, Francisca Ester de Sá) se
reuniu com os alunos grevistas e após seis horas e meia de reunião, vários
prazos foram estipulados e promessas foram realizadas.
O movimento avaliou a reunião como
insatisfatória, pois os acordos impostos pela comissão não condizem com a
realidade dos Campi de Imperatriz. E, até agora, problemas emergenciais como a falta
de água nos campi ainda não foram sanados, o que seriam resolvidos caso
houvesse a conclusão da perfuração dos poços artesianos. O que se vê é a
tentativa de maquiar a realidade da Universidade.
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